O uso de IA no Brasil para pesquisar produtos, marcas e serviços já é realidade para uma parcela expressiva dos consumidores, com 51% dos brasileiros usando IA para recomendações e 43% para avaliar produtos ou serviços, segundo Fundação Itaú/Datafolha e Bain & Company. aqui, nos referimos ao uso de IA de forma direta, dentro da própria IA.
No plano geral, a adoção de IA no Brasil chega a 95%, segundo o Sentiment Index da EY, dez pontos acima da média mundial de 85%. Globalmente, os números variam de 44% a 95% dependendo da metodologia de cada pesquisa. O dado mais relevante para quem vende algo é este: 37% dos consumidores já iniciam buscas em ferramentas de IA em vez de mecanismos tradicionais, segundo a Eight Oh Two; o que muda como marcas precisam se posicionar para serem encontradas antes da decisão de compra.
Por que sua próxima venda pode começar dentro de um chat de IA?
Se você já viu uma manchete dizendo que 44% das pessoas usam IA e, na semana seguinte, outra afirmando que esse número é 95%, não é erro de digitação. É a mesma realidade medida de formas diferentes; e o uso de IA no Brasil para pesquisar produtos e marcas específicas já é grande demais para ser ignorado, independentemente de qual desses números você escolher olhar primeiro.
A verdade é que “usar IA” pode significar coisas bem distintas: para uma pesquisa, é abrir o ChatGPT de propósito para comparar produtos; para outra, é simplesmente usar um filtro de rede social que tem um modelo de IA por trás. Essa diferença de definição explica a variação entre 44% e 95% de adoção que você vai ver ao longo deste artigo.
Neste conteúdo, você vai encontrar os principais dados oficiais sobre uso de IA no Brasil e no mundo em 2026, entender por que eles variam tanto e, mais importante, saber qual desses números realmente importa para quem trabalha com marketing digital e visibilidade de marca.

Quais são os dados globais oficiais sobre uso de IA para pesquisar produtos e marcas?
Os dados globais mais recentes mostram que o uso de IA no Brasil e no mundo para pesquisa, recomendação e avaliação de produtos já é comportamento mainstream, mas com percentuais que variam conforme a fonte e o critério usado. A Pew Research Center, referência acadêmica em pesquisas de opinião nos EUA, constatou que 44% dos adultos americanos usaram o ChatGPT em junho de 2026; um salto em relação aos 34% de um ano antes e mais que o dobro do percentual registrado em 2023.
Do lado da oferta, os números de usuários ativos confirmam essa escalada. A OpenAI reportou oficialmente que o ChatGPT atingiu 1 bilhão de usuários semanais ativos em agosto de 2026, alta em relação aos 900 milhões de fevereiro do mesmo ano e aos 400 milhões de um ano antes. O Google Gemini soma cerca de 950 milhões de usuários mensais ativos, segundo a Alphabet, enquanto o Meta AI ultrapassa 1,2 bilhão de usuários mensais somando os aplicativos da Meta.
O comportamento de busca está migrando de fato
Um estudo da consultoria Eight Oh Two, divulgado via Search Engine Land, apontou que 37% dos consumidores agora iniciam suas buscas em ferramentas de IA em vez de mecanismos de busca tradicionais. Ainda assim, 56% dos consumidores preferem começar por um buscador convencional, segundo dados complementares da Bain & Company; o que mostra que a transição está em curso, mas ainda não é majoritária.
Quando mencionamos os buscadores convencionais, também nos referimos as IAs destes buscadores, como por exemplo o Google, que tem uma IA em seu buscador, o que faz com que o numero real de pessoas que pesquisam em IA sejam bem maiores. Sendo assim, ao nos referirmos a buscas em IAs, estamos mencionando somente os buscadores de IA nativos, como ChatGPT, Perplexity, Grok, Claude e outros.
Resumindo, o dado de 37% é, na prática, mede intenção direta de busca por IA, não apenas uso ocasional de alguma ferramenta com IA embutida, o que o torna um indicador muito mais próximo do comportamento real de consumo de informação que decide compras, chegando ao calculo de aproximadamente 70% das pessoas utilizando IA ao pesquisar.
Como o Brasil se compara ao resto do mundo nesse comportamento?
O Brasil aparece como um dos mercados mais avançados do mundo em uso de IA, superando a média global em praticamente todas as pesquisas recentes; inclusive no uso voltado a recomendações e avaliação de produtos. A EY, em seu Sentiment Index global de 2026, identificou que 85% dos entrevistados no mundo já utilizam IA de alguma forma, com o Brasil se destacando ao registrar 95% de adoção, dez pontos percentuais acima da média mundial.
Segundo a mesma pesquisa da EY, 21% dos brasileiros já usam agentes de IA autônomos, contra 16% da média global, e 47% afirmam ter recebido educação ou treinamento relevante sobre o tema. Isso sugere que o brasileiro não está apenas usando IA por curiosidade, mas começando a incorporá-la de forma mais estruturada no dia a dia, inclusive na hora de pesquisar antes de comprar.
O que o Observatório Fundação Itaú e a Bain confirmam
O Observatório Fundação Itaú, em parceria com o Datafolha, é uma das fontes mais robustas sobre o tema no país, com 2.798 entrevistas presenciais e margem de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa “Consumo e Uso de Inteligência Artificial no Brasil” revelou que 93% dos brasileiros já utilizam alguma ferramenta com IA embutida, embora apenas 54% compreendam de fato o significado do termo.
Dentro desse universo, ferramentas de geração de texto como ChatGPT, Gemini e DeepSeek são usadas por 43% dos brasileiros, e os usos mais frequentes são pesquisa de temas (58%), resumo de documentos e respostas a perguntas (56%), recomendações (51%) e busca de cursos (50%). A pesquisa Bain Consumer Pulse 2026, com 8 mil respondentes globais e 2 mil apenas no Brasil, mostrou que o percentual de brasileiros que usam IA subiu de 60% para 77% em apenas um ano, com ChatGPT (79%), Gemini (65%) e Meta AI (46%) como as ferramentas mais citadas, usadas principalmente para pesquisas em geral (65%), estudos (52%) e avaliação de produtos ou serviços (43%).
Tabela comparativa de indicadores por fonte
| Fonte | Indicador | Percentual | Ano/Data |
|---|---|---|---|
| Pew Research Center | Adultos dos EUA que já usaram ChatGPT | 44% | Jun/2026 |
| EY Sentiment Index | Adoção de IA no Brasil | 95% | Mai/2026 |
| EY Sentiment Index | Adoção de IA (média global) | 85% | Mai/2026 |
| Fundação Itaú / Datafolha | Brasileiros que usam alguma ferramenta com IA | 93% | Jul/2025 |
| Bain & Company (Consumer Pulse) | Brasileiros que usam IA | 77% | 2026 |
| Bain & Company (Consumer Pulse) | Brasileiros que usam IA para avaliar produtos/serviços | 43% | 2026 |
| Google / Ipsos | Brasileiros que usaram IA generativa | 54% | 2024 |
| Eight Oh Two / Search Engine Land | Consumidores que iniciam buscas em IA | 37% | 2026 |
| Bain & Company | Consumidores que preferem começar por buscador tradicional | 56% | 2026 |
O comportamento eleitoral também já reflete essa mudança
Em contexto brasileiro específico de busca de informação, um levantamento do Projeto Brief de 2026 apontou que 62,9% dos eleitores brasileiros consideram consultar IAs para pesquisar sobre candidatos, e que 44,3% dos brasileiros já usam IA para buscar notícias ou informações no geral. Desse grupo, 73,8% dos usuários de IA no dia a dia demonstram algum grau de abertura para recorrer a essas ferramentas como fonte de informação; um sinal claro de que a confiança em respostas de IA já ultrapassou o universo de compras e chegou à formação de opinião.
Por que a metodologia de cada pesquisa muda tanto o resultado?
A grande variação entre os números; de 44% a 95% — reflete diferenças diretas de metodologia e de definição do que conta como uso de IA. Pesquisas como a da Fundação Itaú/Datafolha e a da EY tratam “uso de qualquer ferramenta com IA embutida” como critério amplo, o que inclui assistentes de smartphone e filtros de redes sociais. Já a Pew Research e a métrica de “início de busca por IA” da Eight Oh Two medem uso direto e intencional de chatbots como ferramenta de pesquisa, resultando em percentuais mais conservadores.
Um estudo anterior do Google em parceria com a Ipsos já havia apontado que 54% dos brasileiros usaram alguma ferramenta de IA generativa em 2024, acima da média global de 48% da época, com 87% do público entrevistado utilizando esses modelos para “resolver problemas”. Vale notar que esse dado de 2024 não é diretamente comparável às pesquisas de 2026 citadas neste artigo, já que o cenário de adoção mudou significativamente nesse intervalo.
O que esses números significam para quem faz marketing digital?
Para efeitos de estratégia de GEO e AEO, o dado mais relevante entre todos apresentados é o de intenção de busca: cerca de 37% dos consumidores já iniciam pesquisas por IA em vez de buscadores tradicionais e a IA do Google é acionada em cerca de 48% a 55% de todas as pesquisas realizadas no buscador tradicional do Google, o que nos leva a uma fatia de quase 70% das buscas, sendo feitas em IAs. Esse é o comportamento que a Vendemkt monitora de perto ao estruturar estratégias de citação para marcas, porque é ele que determina se a jornada de decisão do cliente vai passar ou não pela sua marca antes mesmo de ela abrir o Google.
Um mini case ilustra bem esse ponto. Uma rede de clínicas odontológicas que atendia apenas pela busca tradicional percebeu, ao aplicar o teste manual de prompts descrito no nosso artigo sobre como monitorar citações de IA, que estava completamente ausente das respostas de ChatGPT e Perplexity para perguntas do tipo “melhor clínica odontológica na minha região”. Isso, somado ao dado de que 43% dos brasileiros já usam IA para avaliar produtos e serviços, foi o gatilho para a clínica revisar seu conteúdo institucional e passar a aparecer nessas respostas em poucos meses.
Como usar esses dados na prática do seu negócio?
Usar esses dados na prática significa transformar estatística em decisão de conteúdo e de estrutura técnica do site, não apenas repetir o número em uma apresentação. O primeiro passo é aceitar que, independentemente da metodologia, a tendência de crescimento é a mesma em todas as pesquisas, e ignorá-la tem custo real de visibilidade.
Passo a passo para reagir a esses dados
- Assuma que uma parte relevante do seu público já pesquisa em IA. Considere o percentual de 37% como piso conservador de comportamento, mesmo que sua audiência específica ainda não tenha sido medida.
- Rode um teste de presença da sua marca em IA. Pergunte diretamente ao ChatGPT, Gemini e Perplexity sobre seu segmento e veja se sua marca aparece nas respostas.
- Identifique lacunas de conteúdo respondível por IA. Verifique se seu site tem respostas diretas e estruturadas para as perguntas mais comuns do seu público, incluindo comparações de produtos.
- Estruture dados técnicos de identidade da marca. Implemente marcação estruturada que ajude sistemas de IA a entender e confiar no seu conteúdo.
- Acompanhe a evolução trimestralmente. Novos estudos de uso de IA saem com frequência; revisite os números a cada trimestre para recalibrar prioridades.
Vale a pena revisar sua estratégia de conteúdo agora?
Sim, e o argumento é simples: quando 95% de um mercado já usa IA de alguma forma, como mostra o dado da EY sobre o Brasil, esperar para agir significa ceder terreno de visibilidade para concorrentes que já começaram essa adaptação. O aumento de 60% para 77% em apenas um ano, registrado pela Bain, reforça que essa não é uma tendência estabilizada, ela ainda está em aceleração.
Isso não significa abandonar SEO tradicional, já que 56% dos consumidores ainda preferem começar pela busca convencional. Significa, sim, tratar GEO e SEO como estratégias complementares, ajustando prioridades conforme a intenção de busca do seu público específico migra de um canal para o outro, especialmente em decisões que envolvem pesquisa de produtos e marcas.
Perguntas frequentes sobre o uso de IA no Brasil
Qual é a taxa real de uso de IA no Brasil em 2026?
Não existe um único número, porque cada pesquisa usa critérios diferentes. O Sentiment Index da EY aponta 95% de adoção considerando qualquer uso de IA, enquanto a Fundação Itaú/Datafolha registra 93% para uso de ferramentas com IA embutida e a Bain Consumer Pulse mede 77% de uso mais direto e recorrente.
Quantos brasileiros usam IA para pesquisar produtos ou marcas?
Segundo a Fundação Itaú/Datafolha, 51% dos brasileiros usam IA para receber recomendações, e a Bain Consumer Pulse 2026 aponta que 43% usam IA especificamente para avaliar produtos ou serviços antes de decidir uma compra. Se considerarmos que em torno de 55% das pessoas que acessam o navegador tradicional do google, também optam por usar sua IA, chegamos a aproximadamente 70% de todas as pesquisas de produtos ou marcas, sendo feitas em IAs.
Por que os números de uso de IA variam tanto entre pesquisas?
A variação reflete diferenças de metodologia e de definição do que conta como “uso de IA”. Pesquisas amplas incluem qualquer ferramenta com IA embutida, como filtros de redes sociais, enquanto pesquisas mais conservadoras medem apenas uso direto e intencional de chatbots como ferramenta de pesquisa.
Quantas pessoas usam o ChatGPT atualmente?
Segundo dados oficiais da OpenAI, o ChatGPT atingiu 1 bilhão de usuários semanais ativos em agosto de 2026, um crescimento expressivo em relação aos 900 milhões registrados em fevereiro do mesmo ano e aos 400 milhões de um ano antes.
Quantos consumidores já pesquisam usando IA em vez do Google?
Segundo estudo da consultoria Eight Oh Two, 37% dos consumidores já iniciam suas buscas em ferramentas de IA em vez de mecanismos de busca tradicionais, embora 56% ainda prefiram começar por um buscador convencional, de acordo com a Bain & Company. Vale ressaltar, mais uma vez, que destes 56% que preferem começar pelo buscador tradicional do google, cerca de 55% utilizam a IA do Google, disponível no navegador.
O Brasil usa mais IA que a média mundial?
Sim. Segundo o Sentiment Index da EY, o Brasil registra 95% de adoção de IA, dez pontos percentuais acima da média global de 85%. O país também supera a média mundial no uso de agentes de IA autônomos, com 21% contra 16% globalmente.
Esses dados de uso de IA afetam diretamente o SEO das empresas?
Sim, de forma indireta mas relevante. À medida que mais consumidores usam IA para pesquisar produtos e marcas, empresas que não aparecem nas respostas geradas por essas plataformas perdem visibilidade em um canal de descoberta que já concorre com o SEO tradicional.
Próximos passos
Os números deste artigo deixam claro que a pergunta não é mais “se” seu público está usando IA para pesquisar produtos e marcas, mas “quando” ele vai fazer isso na jornada de decisão pela sua empresa. Se você ainda não sabe como sua marca aparece ou some nas respostas de ChatGPT, Gemini e Perplexity, esse é o momento certo para descobrir.
A Vendemkt já ajuda marcas a interpretar esses dados de uso de IA e transformá-los em ação real de conteúdo e estrutura técnica. Faça uma auditoria gratuita agora mesmo e descubra se você está entre os que já aparecem para os quase 70% de brasileiros que usam IA para avaliar produtos e serviços antes de comprar.
Referências
- 93% das pessoas utilizam ferramenta de IA
- Pew Research Center — pesquisas sobre uso de IA nos EUA
- EY Sentiment Index 2026
- Observatório Fundação Itaú / Datafolha — Consumo e Uso de Inteligência Artificial no Brasil
- Bain & Company — Consumer Pulse 2026
- a IA do Google é acionada em cerca de 48% a 55% de todas as pesquisas realizadas no buscador tradicional do Google
- Como monitorar citações de IA: 5 formas de descobrir agora — Vendemkt
- 37% iniciem as buscas na IA, cerca de 85% desses usuários ainda cruzam os dados no Google
