EEAT do Google deixou de ser uma recomendação restrita a conteúdos sensíveis e tornou-se o filtro universal de qualidade do buscador. Após o Core Update de dezembro de 2025, o Google ampliou os sinais de E-E-A-T para praticamente todas as buscas competitivas, e não apenas para temas YMYL como saúde e finanças.
Na prática, isso significa que mesmo artigos sobre marketing digital, tutoriais de WordPress ou comparativos de ferramentas SaaS agora precisam demonstrar quem escreveu, por que essa pessoa é qualificada e por que a marca que publicou merece confiança. Além disso, as IAs generativas (Google AI Overviews, ChatGPT, Perplexity) usam exatamente esses sinais para decidir quais fontes citar nas respostas geradas.
Portanto, este guia explica cada pilar do E-E-A-T do Google com ações concretas, exemplos reais e um checklist completo. Dessa forma, profissionais de SEO, donos de sites e gestores de conteúdo podem implementar as melhorias ainda hoje.
O Que é E-E-A-T do Google (E Por Que Mudou em 2026)
E-E-A-T é a sigla para Experience (Experiência), Expertise (Especialização), Authoritativeness (Autoridade) e Trustworthiness (Confiança). Portanto, trata-se do framework que o Google usa para avaliar a qualidade de conteúdo, originalmente descrito nas Quality Rater Guidelines — o manual usado por avaliadores humanos que testam os resultados de busca.
O conceito de E-A-T (sem o primeiro “E”) já existia desde 2014. Porém, em dezembro de 2022, o Google adicionou oficialmente o pilar “Experience”, reconhecendo que vivência prática é tão importante quanto conhecimento teórico. Desde então, as Quality Rater Guidelines passaram por atualizações em janeiro e setembro de 2025, ampliando categorias YMYL e endurecendo critérios para conteúdo gerado por IA.
O ponto mais importante é este: E-E-A-T não é um fator de ranking direto. Não existe uma “pontuação E-E-A-T” no algoritmo. Contudo, os sistemas de ranking do Google (incluindo o Helpful Content System, totalmente integrado ao core desde 2025) que por sua vez, são projetados para detectar e recompensar conteúdo que demonstra essas qualidades. Dessa forma, E-E-A-T é o resultado que o bom conteúdo produz naturalmente — e o Google está cada vez melhor em identificá-lo.
Os 4 Pilares Explicados
Antes de entrar nas ações práticas, é fundamental entender o que cada pilar significa e como se relacionam entre si.
De todos os pilares, Trustworthiness (Confiança) é o mais importante. Os outros três — Experience, Expertise e Authoritativeness — alimentam a confiança. Ou seja, conteúdo de um especialista com experiência real e reconhecido por terceiros é, naturalmente, mais confiável.
O Que Mudou com o Core Update de Dezembro de 2025
O Core Update de dezembro de 2025 (lançado em 11/12 e concluído em 29/12) representou uma mudança significativa na forma como o Google avalia conteúdo. Assim três alterações principais impactam diretamente o funcionamento do E-E-A-T em 2026, são elas:
1. E-E-A-T agora vale para tudo
Anteriormente, E-E-A-T era rigorosamente aplicado apenas a conteúdos YMYL (saúde, finanças, segurança). A partir de dezembro de 2025, no entanto, os sinais de E-E-A-T passaram a influenciar praticamente todas as buscas competitivas — incluindo, dessa forma, reviews de produtos, tutoriais, comparativos SaaS e conteúdo informacional geral.
2. Experience ganhou mais peso
Entre os quatro pilares, Experience (experiência prática) recebeu o maior aumento de importância. Como resultado, o Google está significativamente melhor em identificar se o conteúdo é baseado em vivência real ou apenas compilado de fontes secundárias. Portanto, os sinais claros incluem fotos originais, screenshots, gravações de tela e documentação passo a passo criada durante testes reais.
3. Conteúdo genérico de IA perdeu posições
Sites que publicavam conteúdo gerado por IA em escala, sem revisão humana e sem expertise demonstrável, sofreram quedas expressivas. Por outro lado, sites com sinais fortes de E-E-A-T tiveram ganhos médios de 23%.
E-E-A-T e Conteúdo Gerado por IA
A atualização de setembro de 2025 das Quality Rater Guidelines trouxe, pela primeira vez, exemplos explícitos de quando conteúdo de IA recebe a classificação “Lowest Quality” (qualidade mais baixa). Isso acontece, especificamente, quando o conteúdo:
- É manipulativo ou enganoso
- Foi produzido em massa sem revisão humana (scaled abuse)
- Não oferece informação original e apenas reformula fontes existentes
Todavia, o Google não proíbe conteúdo assistido por IA. A abordagem recomendada é, portanto, um modelo híbrido: a IA gera rascunhos iniciais, e especialistas humanos adicionam dados originais, análises críticas, estudos de caso e insights de primeira mão. Dessa forma, o conteúdo é eficiente de produzir e, ao mesmo tempo, demonstravelmente autoritativo.
O ponto central é que E-E-A-T funciona como o diferenciador entre conteúdo humano de valor e conteúdo genérico automatizado. Afinal, em um cenário em que qualquer pessoa pode gerar milhares de artigos com IA, os sinais de experiência, expertise e confiança são justamente o que separa conteúdo que ranqueia de conteúdo que desaparece.
YMYL: Quando E-E-A-T é Ainda Mais Crítico
YMYL significa “Your Money or Your Life” — portanto, envolve temas que podem impactar significativamente a saúde, finanças, segurança ou qualidade de vida do usuário. Para esses temas, o Google aplica os padrões mais rigorosos de E-E-A-T.
Categorias YMYL:
- Saúde e segurança: informações médicas, nutricionais, psicológicas, procedimentos, medicamentos
- Finanças: investimentos, planejamento financeiro, impostos, empréstimos, seguros
- Governo, civismo e lei: votação, órgãos públicos, questões legais (divórcio, adoção, testamentos)
- Compras: pesquisa ou compra de bens/serviços, especialmente e-commerce
- Notícias: conteúdo que impacta a opinião pública e a confiança cívica
Para conteúdos YMYL, a recomendação é ainda mais direta: o autor deve ter credenciais verificáveis, e a organização deve demonstrar histórico e reputação no tema. Embora o E-E-A-T tenha sido ampliado para todos os temas, os conteúdos YMYL continuam sob o escrutínio mais rígido.
Pilar 1: Experience (Experiência) — Como Demonstrar
Experience é o pilar que diferencia quem fez de quem apenas pesquisou. Em 2026, com a proliferação de conteúdo gerado por IA, demonstrar experiência prática tornou-se o sinal mais valioso de qualidade.
Ações Concretas:
Primeiro, inclua estudos de caso reais com resultados mensuráveis. Em vez de “SEO pode aumentar o tráfego orgânico”, escreva “Implementamos schema markup no site do cliente X e o tráfego orgânico cresceu 47% em 90 dias”. Números específicos, nomes de clientes (com autorização) e períodos de tempo são, sem dúvida, sinais inequívocos de experiência.
Em seguida, use fotos e screenshots originais. Capturas de tela de dashboards, resultados de ferramentas, antes/depois de implementações. Isso importa porque o Google consegue identificar imagens genéricas de banco versus imagens originais, e os avaliadores de qualidade também verificam esse ponto.
Depois, documente erros e aprendizados. Compartilhar o que não funcionou — e o que você aprendeu com isso — é um sinal fortíssimo de experiência real. Curiosamente, conteúdo que apresenta apenas sucessos parece menos confiável do que conteúdo que reconhece falhas e ajustes.
Crie seções “O Que Testamos/Aprendemos”. Em artigos técnicos, inclua uma seção explícita descrevendo o processo de teste, as ferramentas utilizadas e as conclusões baseadas em dados reais. Dessa maneira, o leitor (e o algoritmo) identifica a vivência prática por trás do conteúdo.
Por fim, adicione vídeos demonstrativos. Gravações de tela mostrando processos reais de implementação são extremamente difíceis de falsificar. Consequentemente, são altamente valorizadas tanto por avaliadores humanos quanto por sistemas algorítmicos.
Pilar 2: Expertise (Especialização) — Como Demonstrar
Expertise se refere à profundidade de conhecimento técnico. Enquanto Experience é sobre “eu fiz”, Expertise é sobre “eu domino”.
Ações Concretas:
Cubra os temas com profundidade real. Não basta criar artigos superficiais de 500 palavras sobre dezenas de assuntos. Portanto, é preferível ter 20 artigos aprofundados sobre um tema do que 200 artigos rasos sobre temas diversos. Essa abordagem cria o que o Google chama de “autoridade tópica” — ou seja, o entendimento de que seu site é uma referência profunda em um determinado assunto.
Cite fontes primárias e dados verificáveis. Em vez de “segundo especialistas”, referencie estudos específicos, documentação oficial do Google e dados de ferramentas reconhecidas. Certamente, citações genéricas são um sinal de conteúdo automatizado, enquanto citações precisas demonstram expertise humana.
Crie clusters de conteúdo interligados. Organize os artigos em pilares temáticos conectados por links internos. Por exemplo: um artigo pilar sobre GEO que conecta a artigos específicos sobre schema markup, AEO, ChatGPT e E-E-A-T. Na prática, essa arquitetura demonstra ao Google que sua cobertura do tema é abrangente e consistente.
Inclua credenciais verificáveis. Se o autor tem certificações (Google, HubSpot, SEMrush, etc.), formação acadêmica relevante ou anos de experiência documentados, tudo isso deve estar visível no byline e na página de autor.
Responda perguntas avançadas. Seções FAQ com perguntas técnicas e nuanceadas — aquelas que apenas um especialista saberia responder — são sinais claros de expertise. Em contrapartida, perguntas genéricas (“O que é SEO?”) não demonstram domínio algum; já perguntas como “Schema Speakable afeta a citação por LLMs?” indicam profundidade real de conhecimento.
Pilar 3: Authoritativeness (Autoridade) — Como Construir
Autoridade é o reconhecimento externo. Diferente de Expertise (que é interna ao conteúdo), Authoritativeness depende de outros confirmarem que você é referência no assunto.
Ações Concretas:
Conquiste backlinks de sites relevantes e respeitados. O link building continua sendo o sinal mais forte de autoridade para o Google. Porém, em 2026, relevância temática importa mais que volume. Um backlink de um blog especializado em SEO vale mais que dez backlinks de sites genéricos.
Invista em Digital PR. Estratégias como thought leadership (artigos de opinião em veículos do setor), entrevistas para jornalistas, fornecimento de dados exclusivos e participação em eventos constroem autoridade de forma orgânica. Além disso, cada menção em veículos relevantes gera um sinal de reconhecimento externo que o Google rastreia.
Transforme menções em backlinks. Use ferramentas como Brand24, Mention ou Google Alerts para identificar quando sua marca é citada sem link. Em seguida, entre em contato com o editor, agradeça a menção e solicite a inclusão do hiperlink. Dessa forma, a recuperação de menções é uma das táticas mais eficientes e de menor custo disponíveis.
Publique pesquisas originais e dados proprietários. Relatórios com dados que só sua empresa possui (benchmarks de clientes, pesquisas de mercado, resultados de testes A/B) geram backlinks naturais. Isso acontece porque jornalistas e outros blogs precisam de fontes primárias para embasar seus conteúdos.
Mantenha perfis atualizados em plataformas externas. LinkedIn, Crunchbase, diretórios do setor, Google Business Profile. Portanto, quanto mais plataformas verificáveis confirmarem a existência e a atividade da sua marca, mais forte será o sinal de autoridade para buscadores e IAs.
Pilar 4: Trustworthiness (Confiança) — Como Provar
Confiança é o pilar central do E-E-A-T. Os outros três (Experience, Expertise, Authoritativeness) existem para sustentá-la. Afinal, se o usuário não confia na informação ou na fonte, nada mais importa. Veja na sequencia três sinais importantes.
Sinais Técnicos de Confiança:
- HTTPS obrigatório: Sites sem certificado SSL são imediatamente considerados menos confiáveis
- Velocidade e Core Web Vitals: LCP, INP e CLS dentro dos limites recomendados indicam cuidado técnico com a experiência do usuário
- Mobile-first: Experiência mobile impecável é pré-requisito desde 2021
- Dados estruturados (Schema Markup): Organization, Person e Article conectados via @id demonstram transparência organizacional
Sintomas de Transparência:
- Página “Sobre” completa: Quem é a empresa, quando foi fundada, onde fica, quem faz parte da equipe. Essa informação, embora básica, transmite legitimidade
- Página de contato real: Telefone, email, endereço físico (se aplicável). Formulários genéricos sem dados de contato, por outro lado, transmitem desconfiança
- Políticas visíveis: Privacidade, termos de uso, política de cookies acessíveis com um clique
- Autoria clara em todo conteúdo: Cada artigo deve ter byline com nome, foto, cargo e link para a página de autor
Sinais de Precisão:
- Datas de publicação e atualização visíveis: O Google diferencia conteúdo mantido ativamente de conteúdo abandonado. Portanto, manter as datas atualizadas é essencial
- Informações verificáveis: Dados, estatísticas e afirmações devem ter fontes rastreáveis
- Conteúdo factualmente correto: Erros factuais destroem confiança — tanto para humanos quanto para algoritmos
Schema Markup: O Acelerador Técnico do E-E-A-T
Dados estruturados funcionam como um “acelerador” dos sinais de E-E-A-T. Enquanto o conteúdo demonstra expertise e experiência para o leitor humano, o schema markup torna esses sinais legíveis por máquina. Portanto é essencial tanto para o Google quanto para IAs generativas.
Schemas Essenciais para E-E-A-T:
Organization schema: Declara quem é a empresa, quando foi fundada e quem a fundou. Além disso, conecta via sameAs a perfis externos verificáveis (LinkedIn, Crunchbase, Google Business Profile), permitindo que o Google valide a existência e a reputação da entidade.
Person schema: Declara quem é o autor, qual seu cargo (jobTitle), onde trabalha (worksFor) e quais suas áreas de conhecimento (knowsAbout). Também liga a perfis externos (sameAs). Portanto, esse schema é o elo entre o conteúdo publicado e a identidade verificável do especialista.
Article schema com author e publisher: Cada artigo deve ter o campo author apontando para a entidade Person e publisher apontando para Organization. Essas conexões são, justamente, o que permitem ao Google responder “quem escreveu isto?” e “quem é responsável por este site?”.
ProfilePage schema: Implementado na página de autor, ajuda o Google a entender que aquela URL é uma página de perfil profissional. Sem ele, o buscador pode interpretar a página apenas como uma listagem genérica de posts.
A conexão entre esses schemas via @id cria o grafo de entidades — a rede semântica que buscadores e IAs usam como camada de validação antes de citar uma fonte.
Para um guia completo de implementação com código JSON-LD, consulte nosso artigo Schema Markup para GEO: Guia Prático 2026.
A Página de Autor Perfeita
A página de autor é, provavelmente, o ativo mais subestimado de E-E-A-T. É nela que o Google (e as IAs) buscam sinais de que o autor é uma pessoa real com credenciais verificáveis.
Elementos Obrigatórios:
- Foto profissional real: Imagem nítida que corresponda ao perfil do LinkedIn. Fotos genéricas ou avatares, ao contrário, transmitem desconfiança
- Bio profissional detalhada: Cargo atual, anos de experiência, áreas de especialização. Deve ser escrita em terceira pessoa para publicações corporativas (primeira pessoa é aceitável para blog pessoal)
- Credenciais e certificações: Google Analytics, Google Ads, HubSpot, SEMrush, MBA, especializações. Tudo que comprove competência técnica deve estar listado
- Portfólio de trabalhos: Links para artigos publicados, estudos de caso, palestras, entrevistas em mídia
- Links verificáveis para perfis externos: LinkedIn (o mais importante), Twitter/X, GitHub, perfis em eventos do setor
- Person schema implementado: Com
name,jobTitle,worksFor,sameAseknowsAbout
Erros a Evitar:
- Páginas de autor que são apenas listas automáticas de posts (sem bio)
- Bios genéricas como “João é redator na Empresa X” (sem credenciais)
- Ausência de foto ou uso de foto de banco de imagens
- Falta de links para perfis externos verificáveis
Digital PR: Autoridade Que Vem de Fora
Enquanto otimizações on-page demonstram Experience e Expertise, a Authoritativeness depende fundamentalmente de sinais externos. Por essa razão, Digital PR é uma das estratégias mais eficazes para construir E-E-A-T E-E-A-T do Google.
Tática 1: Thought Leadership
Identifique os especialistas da sua equipe e posicione-os como fontes para jornalistas e veículos do setor. Artigos de opinião, entrevistas e comentários especializados em notícias relevantes constroem credibilidade que o Google consegue rastrear e validar.
Tática 2: Backlinks de Fontes Relevantes
Priorize relevância temática sobre volume. Conquiste links de blogs especializados no seu nicho, portais do setor e veículos de mídia que cobrem seus temas. Para ilustrar: um link de um site com DA (Domain Authority) 40, porém altamente relevante, pode valer mais que um link de DA 80 em um site genérico.
Tática 3: Pesquisas e Dados Originais
Produza relatórios com dados proprietários — benchmarks de clientes (anonimizados), pesquisas de mercado, resultados de testes. Jornalistas precisam de fontes primárias, e dados originais são o tipo de conteúdo que gera backlinks naturais de alto valor editorial.
Tática 4: Recuperação de Menções
Monitore menções à sua marca que não incluem link. Ferramentas como Brand24, Mention ou até o Google Alerts gratuito ajudam a identificar essas oportunidades. Geralmente, um email educado ao editor resulta na inclusão do hiperlink sem dificuldades.
Ferramentas Para Avaliar Seu E-E-A-T do Google
Não existe uma “pontuação E-E-A-T E-E-A-T do Google” oficial. Mesmo assim, é possível avaliar os sinais de forma prática com estas ferramentas:
KPIs Proxy de E-E-A-T:
- Volume de busca de marca: Quantas pessoas buscam pelo nome da sua empresa? Esse é o proxy mais forte de Trust
- Taxa de citação por IA: Em quantas AI Overviews seu site aparece para suas palavras-chave principais? Se o número é zero, seus sinais de E-E-A-T provavelmente estão insuficientes
- Backlinks temáticos: Quantos links recebidos vêm de sites relevantes ao seu nicho? A qualidade importa mais que a quantidade
- Engajamento orgânico: Tempo de leitura, profundidade de scroll e interações reais indicam que o conteúdo é valioso
Checklist Completo de Implementação do E-E-A-T do Google
Experience (Experiência):
- Estudos de caso reais com resultados mensuráveis nas páginas principais
- Fotos e screenshots originais (não genéricos de banco)
- Seções “O Que Testamos/Aprendemos” em artigos técnicos
- Relatos de erros e lições aprendidas
- Vídeos demonstrativos de processos reais
Expertise (Especialização):
- Cobertura profunda dos temas (clusters de conteúdo interligados)
- Citações de fontes primárias e dados verificáveis
- FAQs com perguntas avançadas e nuanceadas
- Credenciais do autor visíveis (certificações, formação, portfólio)
- Conteúdo atualizado regularmente com timestamps visíveis
Authoritativeness (Autoridade):
- Estratégia ativa de link building temático
- Presença em veículos do setor (artigos, entrevistas, menções)
- Pesquisas e dados originais publicados
- Monitoramento e recuperação de menções sem link
- Perfis atualizados em plataformas externas (LinkedIn, Crunchbase)
Trustworthiness (Confiança):
- HTTPS ativo em todo o site
- Core Web Vitals dentro dos limites recomendados
- Página “Sobre” completa com informações da empresa
- Página de contato com dados reais (telefone, email, endereço)
- Políticas de privacidade e termos de uso acessíveis
- Byline com autor em todos os artigos
- Páginas de autor completas com bio, foto, credenciais e links
- Organization + Person + Article schema implementados e conectados
Erros Comuns (E Como Evitar)
1. Adicionar sinais de E-E-A-T a conteúdo fraco
Colocar bio de autor e schema markup em conteúdo superficial não resolve o problema de qualidade. Dessa forma, os sinais de E-E-A-T devem refletir qualidade genuína, não tentar compensar a falta dela.
2. Ignorar E-E-A-T em temas “fáceis”
Após o Core Update de dezembro de 2025, mesmo temas não-YMYL (lifestyle, tutoriais, comparativos) exigem sinais claros de experiência e expertise. Sendo assim, tratar E-E-A-T como algo exclusivo de saúde e finanças é um erro estratégico.
3. Confiar apenas em sinais on-page
E-E-A-T, especialmente Authoritativeness, depende de validação externa. Ter a melhor bio de autor do mundo não substitui backlinks e menções de terceiros. Portanto, a estratégia deve combinar sinais internos (conteúdo, schema, bio) e externos (PR, backlinks, citações).
4. Fake E-E-A-T do Google
As Quality Rater Guidelines de janeiro de 2025 expandiram a seção sobre E-E-A-T falso — sites que criam autores fictícios, fabricam credenciais ou usam depoimentos inventados. Portanto, essa prática é classificada como “deceptive” e, consequentemente, resulta na classificação de qualidade mais baixa possível.
5. Não manter E-E-A-T ao longo do tempo
Autoridade não é estática. Conteúdo envelhece, informações ficam desatualizadas e credibilidade precisa ser mantida com atividade contínua. Por isso, programe revisões trimestrais de conteúdo e atualizações regulares de perfis.
6. Schema desconectado
Ter Organization, Person e Article schema implementados, porém sem conexão entre eles (via @id), anula boa parte do valor técnico. Portanto, a força está no grafo de entidades interconectado, não nos schemas isolados.
FAQ: E-E-A-T do Google
Não. Não existe uma “pontuação E-E-A-T” no algoritmo do Google. Contudo, os sistemas de ranking são projetados para detectar e recompensar as qualidades que E-E-A-T descreve. Na prática, conteúdo sem esses sinais perdem posições para concorrentes que os demonstram.
Sim, desde que o conteúdo gerado por IA seja revisado e enriquecido com experiência humana real — dados originais, estudos de caso e análise crítica. Além disso, deve ser atribuído a um autor com credenciais verificáveis.
Trustworthiness (Confiança). O Google afirma explicitamente que Trust é o elemento central, e os outros três pilares existem para sustentá-lo. Em outras palavras, experiência, expertise e autoridade só importam na medida em que geram confiança.
Schema markup não cria E-E-A-T — ele torna os sinais existentes legíveis por máquina. Se o autor tem credenciais reais e a empresa é legítima, o schema ajuda o Google e as IAs a validarem isso mais rapidamente. No entanto, se não há qualidade genuína por trás, schema não resolve o problema.
Monitore: volume de busca de marca, taxa de citação em AI Overviews, crescimento de backlinks temáticos, CTR no Search Console e engajamento orgânico. Embora não haja uma métrica única, a combinação desses indicadores reflete a evolução dos seus sinais de qualidade.
E-E-A-T é construído ao longo de meses, não dias. Geralmente, resultados começam a aparecer entre 3 e 6 meses para sinais on-page (bios, schema, conteúdo aprofundado) e entre 6 e 12 meses para sinais off-page (backlinks, menções, PR). Trata-se de um investimento contínuo que se acumula progressivamente.
Conclusão
E-E-A-T em 2026 não é mais um diferencial — é pré-requisito. Isso porque, o Core Update de dezembro de 2025 ampliando a exigência para todos os temas e as IAs generativas usando esses sinais para decidir quais fontes citar, construir e demonstrar Experience, Expertise, Authoritativeness e Trustworthiness tornou-se a base de qualquer estratégia de visibilidade digital.
As três prioridades imediatas são:
- Páginas de autor completas com bio, foto, credenciais, links externos e Person schema
- Conteúdo com experiência demonstrável — estudos de caso, dados originais, screenshots, relatos de testes reais
- Sinais externos ativos — Digital PR, backlinks temáticos, menções em veículos do setor
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Referências para E-E-A-T do Google
- Schema Markup para GEO: Guia Prático 2026
- SEO vs GEO: 7 Diferenças Cruciais que Todo Profissional Precisa Conhecer em 2026
- AEO: Como Aparecer nas Respostas Diretas do Google
- Como Otimizar Seu Site para ChatGPT e Gemini em 2026
- Marketing Digital para PMEs: Orçamento Mínimo, Máximo Resultado
- Our latest update to the quality rater guidelines: E-A-T gets an extra E — Google Search Central
- Google’s Updated Raters Guidelines Target Fake EEAT Content — Search Engine Journal
- Google’s December 2025 Core Update: What Changed — SEOptimer
- How to Use Digital PR to Improve E-E-A-T Signals — Moz
- The Complete Guide to Author Pages and E-E-A-T — SEOshifter
- E-E-A-T SEO Google 2026: Guía Completa + 12 Acciones — NinjaSEO
- ¿Qué es el EEAT? — WebTao
- YMYL Websites and E-E-A-T: Complete Guide — EEATCheck







